segunda-feira, 10 de maio de 2010

Produção dos Gametas e Fecundação

Aula 1 de Embriologia

A embriologia é a ciência que se ocupa de estudar o desenvolvimento humano, desde o processo de formação dos gametas (masculino e feminino), passando pela fecundação (união dos gametas masculino e feminino), desenvolvimento embrionário e fetal, até o nascimento.
O gameta feminino se forma a partir de uma célula germinativa primordial (folículo primordial) que sofre modificação (espessamento da zona pelúcida em formação) que se dispõe, inicialmente em uma única camada (folículo primário unilaminar) e, sem seguida, em múltiplas camadas (folículo primário multilaminar).
Este aumento no número de camadas faz com que as células secretem um fluido que promove a migração das células da granulosa para a periferia (fazendo com que surjam espaços centrais - antros - que aumentam de tamanho progressivamente) deixando o ovócito rodeado por uma camada de células (corona radiata) localizado no pólo inferior e envolto por uma camada de células (células da granulosa) em sua totalidade - formando assim, o folículo maduro ou de Graaf.
O ovócito secundário é expelido pelo ovário na cavidade abdominal (em conjunto com as células da granulosa que vão garantir a fonte nutricional inicial da célula) e, posteriormente é capturado pelas fímbrias da tuba-uterina que o locomove (através do epitélio ciliado da tuba uterina) até a ampola da tuba (local de maior prevalência da fecundação).
O gameta masculino se forma no túbulo seminífero que se localiza dentro dos testículos. São derivados da célula germinativa primordial - espermatogônias - que entram em processo de diferenciação (a partir da puberdade) transformando-se em espermatócito primário, secundário, espermátides e, finalmente, espermatozóides, que são depositados na luz do túbulo seminífero, direcionados ao epidídimo (local de amadurecimento das células germinativas) de onde são expulsos no momento da ejaculação e depositados no fundo da vagina durante o ato sexual.
A fecundação é um processo de união entre os gametas masculino (23 cromossomos) e feminino (23 cromossomos). Esta junção cromossômica (que devolve, ao novo indivíduo, o número total de cromossomos - 46) garante a variabilidade genética do indivíduo.
A partir deste momento, o indivíduo passa a ser chamado de zigoto e, após 30hs da fecundação, começa a sofrer um processo de divisão (clivagem) que aumenta o número de células (blastômeros) sem aumentar o tamanho do zigoto (as células, ao se dividirem, diminuem de tamanho e aumentam em quantidade). Quando atingem a condição de 16 blastômeros (em média) passam a ser chamados de mórula (em torno de 3 a 4 dias após a fecundação). Este processo de transformação no número de blastômeros acontece enquanto o embrião se dirige ao útero pela tuba uterina.

Prof. Otávio Plazzi
(10/05/2010 - 20:00hs)

3 comentários:

  1. Nada mais conveniente do que iniciar o blog com uma postagem sobre o início da vida.
    Parabéns pela iniciativa e sucesso.
    Estamos te esperando mais a Patrícia pra semana de Biologia.
    Grandes abraços.
    Sandro

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  2. Assunto bom d mais,e sua clareza em falar ficar ainda melhor....

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  3. Gostei mto...
    agora fica + fácil estudar para a prova...
    rsrsrs

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